Ian Pereira Venturato & Rafael Roberto Rocha de Oliveira
Published
12/04/2026, 23:15
📌 Introdução
Compreender a variabilidade em experimentos físicos é essencial para avaliar a confiabilidade dos resultados. Em sistemas reais, como o de uma catapulta, pequenas mudanças nas condições de lançamento podem gerar diferenças expressivas na distância percorrida pelo projétil.
Neste trabalho, utilizamos uma catapulta para investigar como fatores controláveis e não controláveis afetam o desempenho dos lançamentos, analisando tanto a variabilidade dos dados quanto a relação entre sucessivos disparos.
🎯 Objetivos
Objetivo geral
O objetivo principal é analisar a variabilidade dos resultados obtidos com a catapulta e investigar se existe relação entre o número de lançamentos e a distância alcançada.
Objetivos específicos
Avaliar a variabilidade das distâncias obtidas nos lançamentos da catapulta
Analisar a possível relação entre o número de lançamentos e a distância percorrida
Investigar a influência de fatores não controlados, como fadiga do material e erros experimentais
Detectar possíveis valores atípicos nos dados coletados
📚 Fundamentação Teórica
A catapulta funciona convertendo energia potencial elástica em energia cinética. Ao ser acionada, essa energia é transferida ao projétil, definindo sua trajetória.
Em experimentos físicos, a variabilidade pode surgir por diferentes motivos:
imperfeições do equipamento
desgaste ou fadiga dos materiais
erros humanos na execução
condições ambientais externas
Do ponto de vista estatístico, essa variabilidade é estudada por meio de medidas de dispersão e correlação entre variáveis. A análise da relação entre número de lançamentos e distância, por exemplo, pode revelar padrões de desempenho ao longo do tempo.
⚙️ Metodologia
O experimento foi conduzido considerando os seguintes fatores:
Fator O: nível 2
Fator A: nível 3 (+) e nível 4 (−)
Fator B: ângulo fixo de 90°
Foram realizados múltiplos lançamentos, registrando-se a distância de cada disparo. A análise incluiu:
organização dos dados coletados
avaliação da variabilidade
estudo da relação entre lançamentos e distância
🔍 Resultados e Discussão
5.1 Dados coletados
Os resultados variaram entre 276,4 cm e 326,0 cm, com destaque para o primeiro lançamento, que apresentou a maior distância.
5.2 Variabilidade
O primeiro disparo foi significativamente mais alto, sugerindo ajuste inicial ou comportamento atípico.
Após os primeiros ensaios, os valores se estabilizaram.
Observou-se uma leve tendência de redução das distâncias ao longo do experimento.
Esses pontos mostram que o sistema não mantém desempenho constante, sendo afetado por fatores externos e não controlados.
5.3 Correlação entre lançamentos e distância
A análise indica uma tendência negativa: quanto maior o número de lançamentos, menor a distância percorrida. Isso pode estar relacionado a:
fadiga do material da catapulta
perda gradual de eficiência do sistema
pequenas inconsistências na execução dos disparos
5.4 Discussão geral
Mesmo com fatores controlados, os resultados revelam:
variabilidade relevante entre os lançamentos
perda de desempenho ao longo do tempo
influência significativa de fatores externos
O valor elevado no primeiro lançamento pode indicar maior eficiência inicial ou necessidade de calibração do equipamento.
O experimento evidenciou variabilidade significativa nas distâncias, reforçando a importância de considerar fatores não controlados. Também foi observada uma tendência de redução no desempenho, possivelmente associada à fadiga do sistema.
Para aumentar a confiabilidade dos resultados, recomenda-se:
realizar replicações
padronizar melhor os lançamentos
revisar periodicamente o equipamento
variar outros fatores, como o ângulo de lançamento
Essas medidas podem reduzir a variabilidade e tornar os resultados mais consistentes.
📖 Referências
BENDEIVIDE. Experimento da catapulta. Acesso em: 28 mar. 2026.
BENDEIVIDE. Relatório 01 – Estatística e Probabilidad. Acesso em: 28 mar. 2026.
HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de Física: Mecânica. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016.